LA VIE EN ROSE
De Simone de Beauvoir para Jean-Paul Sartre:
Jean-Paul Sarte buscava o existecialismo numa gaveta. Pensou tê-lo guardado na capa dos óculos escuros. Achara os óculos. Mas o existecialismo não estava ali. Jean-Paul era mais que um artista: era um operário da arte. Pensar era só o que sabia fazer. Por isso pensava que todo artista tinha a obrigação de servir a sociedade. Acreditava que no caso humano; a existência precedia a essência. A definição do homem como homem se dá, quando este percebe que fora criado sem conceitos preestabelecidos. O homem é o homem. O resto é um amontoado de hábitos e costumes. Julgando-se homem ou não, ser pensante ou não, ele é alguém, mesmo que não se aperceba disso. Pensou ter tido um déjà vu. Pensou que algo havia lhe descido mal. Pensou em tomar um antiácido. Pensou. Pensou até na preexistência da alma. Pensou que se houvesse encarnação, tudo se explicaria. Pensou já ter vivido este instante. Pensou que se reencarnasse, haveria de ler tudo que escreveu, como se fosse de outro. Pensaria as mesmas coisas que pensou, e somaria a estas, pensamentos novos, em um outro corpo. O espírito seria o mesmo: mais velho, mais sábio. Mas o mesmo. Se pudesse, gostaria de voltar a ser filósofo, escritor e crítico francês. “Isso mesmo. Se pudesse nascer de novo, nasceria na França e faria as mesmas coisas que faço agora” – pensou.
De Jean-Paul Sartre para Simone de Beauvoir:
Simone de Beauvoir buscava o existecialismo numa gaveta. Pensou tê-lo guardado na capa de um livro. Achara o livro. Mas o existecialismo não estava ali. Simone era mais que uma artista: era uma obra de arte. Pensar era só o que sabia fazer. Por isso pensava que toda feminista tinha a obrigação de explorar os dilemas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual, compreedendo que cada pessoa é responsável por si mesma, aprofundando-se sobre o papel da mulher na sociedade e o processo de envelhecimento. Por isso mergulhou no pensamento humano, escrevendo romances e monografias sobre filosofia, política, sociedade; ensaios, biografias e uma autobiografia. Acreditava que no caso humano; a existência precedia a essência. A definição da mulher como mulher se dá, quando esta percebe que fora criada sem conceitos preestabelecidos. A mulher é a mulher. O resto é um amontoado de hábitos e costumes. Julgando-se mulher ou não, ser pensante ou não, ela é alguém, mesmo que não se aperceba disso. Pensou ter tido um déjà vi. Pensou que algo havia lhe descido mal. Pensou em tomar um antidistônico. Pensou. Pensou até na preexistência da alma. Pensou que se houvesse encarnação, tudo se explicaria. Pensou já ter vivido este instante. Pensou que se reencarnasse, haveria de ler tudo que escreveu, como se fosse de outra. Pensaria as mesmas coisas que pensou, e somaria a estas, pensamentos novos, em um outro corpo. A alma seria a mesmo: mais velha, mais sábia. Mas a mesma. Se pudesse, gostaria de voltar a ser filósofa existencialista, escritora e feminista francesa. “Isso mesmo. Se pudesse nascer de novo, nasceria na França e faria as mesmas coisas que faço agora” – pensou.


A sua cultura é vastíssima, Betto. Adoro vir ao seu blog porque isso aqui é um banho de cultura. Sou seu fã, rapaz! Abs!
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