MANIFESTO 1839
O Brasil, que antes de ser um país, é um paradoxo, viu surgir em suas terras, a redenção dos escravos. No país do racismo não é preciso cinismo. Não precisamos de “negro de alma branca”, porque alma não tem cor. E por favor, poupe-me de sua réplica. Racistas, tremei! Dizem que o negro não é inteligente. Já disseram até que negro não é gente! Mas da Letra que liberta e do Espírito que vivifica, saiu do ventre desta terra, do seio desta “gente de cor”, um grande escritor. Sim, senhoras e senhores, o maior escritor brasileiro é negro! Salve o Bruxo do Cosme Velho! Salve o autor de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Quincas Borba” e “Dom Casmurro”! Salve o fundador da Academia Brasileira de Letras! Salve o Morro do Juramento! Salve o filho de uma lavadeira e de um pintor de parede! Deus Todo Poderoso seja louvado! Nasceu Machado de Assis!
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