Segundo estatísticas oficiais, diariamente mais de cem pessoas são vítimas de bala perdida ou chacina na cidade do Rio de Janeiro. Dessas, vinte por cento chegam à óbito, trinta por cento ficam com sequelas neurológicas, sem citar o número invisível e incontável de cidadãos com síndrome do pânico, depressão e outras psico-patologias graves. Cinquenta por cento ficam com algum problema psico-locomotor, paraplegia parcial ou geral. Dessa porcentagem, a metade é de cadeirantes e portadores de deficiência física, vítimas da epidemiologia das causas externas. Noventa por cento do orçamento gasto em saúde na cidade do Rio de Janeiro, é investido no tratamento de vítimas da violência urbana. Vive-se e morre-se numa cidade arbitrariamente doente, prestes a receber a Unção dos Enfermos. E é bom lembrar que, pelo menos oficialmente, não estamos em guerra (militar ou civil). Porém o poder paralelo-capitalista, pseudo-democrático, político-oligárquico, instaurado no Rio de Janeiro,...
God Save The Humanity! Em meio a tanto marasmo e falta de perspectiva mundiais, chega o tão esperado dia daqueles que certamente serão, o futuro rei e rainha do País de Gales: O casamento do Duque de Cambridge, o príncipe William Arthur Philip Louis, – Guilherme de Gales, – e da plebeia Catherine Elizabeth Middleton, – na Abadia de Westminster. O mundo parou para ver Sua Alteza Real casar-se com uma jovem predestinada a ser a nova princesa do povo. Desde a morte de Lady Diana em 31 de agosto de 1997, não se via tamanha euforia nos arredores do Palácio de Buckinghan: 29 de abril de 2011 – foi o dia que Londres parou mais uma vez. Lembro-me que ainda ontem assistia pela enésima vez o filme “The Queen” (A Rainha), de Stephen Frears, que deu à veterana Helen Mirren, o Oscar de melhor atriz em 2007. Brilhante interpretação, diga-se de passagem. Helen faz tão bem o papel da rainha Elizabeth II, e fica tão pare...
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