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B.A.S.T.A.!

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Eles escravizaram índios e negros. E não falei nada… Eu não tinha nascido. Aí eles tomaram suas terras, exterminaram culturas e civilizações, provocaram o genocídio e o etnocídio dizimador dos grupos indígenas, condenaram os negros ao preconceito de cor, à segregação racial, ao apartheid sócio-econômico da favela-quilombo-senzala. Disseram-me que no Brasil não existe racismo. Percebi que uma pessoa preconceituosa não tem ideia do horror e da humilhação, que é ser discriminado pela cor da pele. E não falei nada… Eu não era negro. Eles quiseram calar os intelectuais com a Ditadura. E não falei nada… Eu não era Pensador. Eles transformaram o país numa piada internacional. E não falei nada… Eu não achei engraçado. Eles tratavam suas empregadas domésticas como se elas fossem lixo. E não falei nada… Eu não era domesticado. Eles fingiram não ver os morros crescendo sem a menor estrutura humanitária. E nem o ódio nascendo no barraco ao lado. Fizeram a mídia do cart...

ENSAIO SOBRE O ABANDONO

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Eu tenho um problema muito grande com o abandono. Porque as pessoas simplesmente me abandonam. Como meu pai me abandonou e outros tantos. Eu sempre achei que a culpa era minha. Porque para não ser abandonado, doava tanto amor; pois ‘tanto amor’ era todo o amor que eu tinha. Tanto amor, que eu ficava vazio. Tanto amor, que eu ficava tonto. Tanto amor, que não sobrava nada para mim. Não, a culpa não era minha. Eu me doava, pois dava o que eu tinha: me doava todo, por completo, e por inteiro. Mas quem me recebia, não me entendia… A quem eu me dava, eu não pertencia. Fui tido como descartável por muita gente, sabe. Mas quem perdeu não fui eu. Aliás, não sei quem ganhou nem quem perdeu. Mas eu não me perdi. Aprendi muita coisa com o abandono. Uma delas, e uma das poucas que ouso revelar; tornar público; publicizar; é que o abandono, — esse que também me trouxe o pertencimento, — é que quando me olho no espelho não vejo um estranho: eu me vejo e me reconheço. Quando...

A FORÇA DOS ORIXÁS

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Peço a Deus que me dê a força de Zumbi dos Palmares, de seus camaradas, e de seus pares. Que nos momentos de luta, eu seja forte como João Cândido; Almirante Negro; Mestre-Sala dos Mares. Que eu jamais viva Senhor Deus, o que se viveu em o “Navio Negreiro” de Castro Alves. Embora tenha-o vivido, eu sei. Já que o poema retrata a história do meu povo. O povo da África. O povo da diáspora. O negro estrangeiro. O negro afro-brasileiro. Escravizado. Colonizado. Pós-colonial. Decolonial. Sim, o “Navio Negreiro” vive em nós. Seus caminhos e descaminhos navegam em mim. Todavia que Deus permita a meu povo, que essa agrura não vivamos de novo. Afastai de nós, Senhor Deus dos desgraçados, o racismo, a discriminação, o preconceito racial, a ideologia do branqueamento, a xenofobia e preconceitos correlatos. Que eu seja como Milton Santos e Lélia Gonzalez. Que eu tenha a resistência de uma Comunidade Tradicional de Matriz Africana. Que eu traga em mim a belez...

NÃO DÊ UM PASSO NA DIREÇÃO DE QUEM LHE FAZ DE CAPACHO

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Se alguém não liga para você, faça um suco, vá dar uma volta, caminhar na praia, andar de bicicleta. Coma outro cara! Se alguém que você ama bloqueia-lhe nas redes sociais, tanto faz. Você é maior que isso. Lembre-se: você é um presente de Deus. Viva o milagre! Liberte-se disso. Você é você. Então, relaxa. Um dia você vai encontrar alguém que lhe ama e respeita. E quer saber, seja lá o que o amor lhe oferecer, aceita. O amor nunca lhe fará mal. Muito pelo contrário, o amor sempre conserta as “burradas” que fazemos.  Se apaixonou pela pessoa errada? Normal. Relaxa. Anormal seria não se apaixonar. E quer saber, o problema é dele, não seu. — Perdeu, playboy! Perdeu! — Perdeu quem lhe ama de verdade. Perdeu. Acredita no amor, vai. Você é um bom rapaz, lembra? “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” Ou melhor: Tudo vale a pena quando a alma não se apequena.   Se alguém que você ama lhe bloqueia nas redes sociais, tanto faz. Voc...

I LOVE YOU, MON AMOUR

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Em preto e branco: Quando fico na correria louca como hoje, lembro que tenho você, minha mãe, minha sogra, meu cachorro, meus amigos (aqui e do outro lado do mundo) e todos que eu amo (e que me amam). Logo, o cansaço passa, e sigo vivendo: feliz. I love you, mon amour. CONTACT CARLOS ALBERTO PEREIRA DOS SANTOS: curtacontos@hotmail.com I LOVE YOU, MON AMOUR™   © copyright   by Carlos Alberto Pereira dos Santos 2015 TODOS OS DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS BY CARLOS ALBERTO PEREIRA DOS SANTOS

CARTA DE AMOR

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Na vida, a gente conhece pessoas que não nos trazem nada.  Algumas até, que nos tiram tudo. Mas, como Deus sempre reserva o melhor para cada um de seus filhos, quando amadurecemos percebemos que o amor só é amor quando não nos traz dor. Amor é calmaria. Amor é bemquerer; companheirismo; alegria. É o amor a dois … o amor parceiro; verdadeiro. Tu me trouxeste o amor imutável de Deus. Aquele que é simples porque não vem com armadilha, com percalço, com problema. Eu nunca pensei o amor entre dois homens, no entanto ele existe. Nós existimos. Como em nenhum momento pensei o amor entre duas mulheres. E nem o amor homem-mulher. Jamais pensei, porque sabia que um dia o amor viria, não como o amor corpo; carne; casca; sexo; gênero; geografia; utopia. Pois para mim o amor é ideologia. O encontro de duas almas que simplesmente se amam. Sejam elas homem-homem, mulher-mulher, homem-mulher. Por isso, amor, seja bem-vindo! E já que hoje é um dia especial (como todos os dias o são), ...