SONHO IMPOSSÍVEL



Em busca de um lugar ao sol: 

Ela vivia em uma sociedade que julgava o outro pelas aparências. Ali não importava se alguém era honesto, trabalhador, justo e cumpridor dos seus deveres. Mas caso fosse “diferente”, tudo mudava de cor. Se fosse negro era visto como incapaz. Se fosse mulher: frágil demais. Se fosse gay: fora de contexto. Pobre: um fardo. Pessoa com deficiência: peso-morto. E por aí vai… operário, emprega doméstica, trabalhador rural, etc. Quem não se encaixava naquilo que a maioria considerava “normal”, não era visto com naturalidade. Muitos torciam o nariz. Alguns, abaixavam a cabeça. Outros: reviravam os olhos. Para aqueles que não correspondiam as expectativas do grupo, o destino era o escárnio e a solidão. Mas um dia os negros se libertaram, as mulheres se impuseram, os gays se casaram, os pobres fizeram doutorado e as pessoas com deficiência conquistaram seus direitos.

O que parecia impossível (ou improvável) se realizou.


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